Da Folha Online A Petrobras informou nesta quinta-feira (15), em nota oficial, que os contratos de venda de gás já firmados com as distribuidoras no Brasil não sofrerão alterações.

Somente os novos contratos levarão em conta a nova realidade de mercado.

A empresa não informou a data de vencimento dos contratos, que são sigilosos, mas diz que não há nenhum “expirando neste momento”.

A maior distribuidora do país, a Comgás (SP), tem contrato até 2019.

Na nota, a Petrobras diz que a estatal boliviana (YPFB) assumiu o compromisso de registrar em cartório até o dia 15 de março os contratos de operação assinados em outubro do ano passado.

A empresa também deverá resolver o problema para que a Petrobras possa exportar gás para o Brasil sem descumprir as exigências do mercado interno boliviano.

Pelo acordo fechado entre Brasil e Bolívia, a Petrobras vai calcular a despesa excedente em cima do diferencial de fornecimento previsto no contrato.

Como o gás natural é uma mistura de uma série de componentes, como metano, butano, etano, petróleo gaseificado e gasolina líquida, o Brasil pagará um valor adicional pelas commodities chamadas nobres.

O governo brasileiro trabalha com a hipótese de ter uma despesa adicional com o gás natural que compra da Bolívia de 3% a 6%, segundo números apresentados pelo ministro das Minas e Energia, Silas Rondeau.

Isso representaria uma variação aproximada de US$ 38 milhões a US$ 76 milhões, bem abaixo do valor apresentado de US$ 100 milhões pelos bolivianos.